Caros amigos, boa noite.
Estou em falta com todos vocês. Nosso blog ficou desatualizado por duas semanas por questões pessoais e profissionais. Por mais que nos esforcemos, nem sempre conseguimos concatenar todas as nossas atividades.
Enfim, desculpas apresentadas comentaremos um pouco sobre as palestras de Rogério Coelho e Rosana Caruso.
Qualquer digressão que fizermos estará muito aquém da grandiosidade da exposição do tema a que se propuseram nossos irmãos de caminhada.
Rogério, abrindo o Mês Espírita da Seak, abordou o tema "O Codificador". Ele fez um apanhado da trajetória de Allan Kardec, desde sua resistência ao chamado para testificar o fenômeno das mesas girantes, até sua majestosa obra de codificação do Pentateuco. Chamou nossa atenção para o entrelaçamento entre as obras a partir do Livro dos Espíritos, nos seguintes termos:
- A Gênese: estaria ligada à primeira parte do Livro dos Espíritos - "Das Causas Primárias";
- O Livro dos Médiuns: estaria ligado à segunda parte do Livro dos Espíritos - "Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos";
- O Evangelho Segundo o Espiritismo: estaria ligado à terceira parte do Livro dos Espíritos - "Das Leis Morais";
- O Céu e o Inferno: estaria ligado à quarta parte do Livro dos Espíritos - "Das Esperanças e das Consolações".
Rogério enfatizou a necessidade de sempre estarmos atentos ao estudo dessas obras básicas, além de não nos esquecermos das obras também importantes, O que é o Espiritismo e Obras Póstumas.
Para coroar com chave de ouro sua exposição apresentou a carta que Kardec recebeu de um homem que pensou em suicidar-se, mas que desistiu do ato, após ter acesso à sua obra. Segue a carta, que dispensa qualquer comentário.
O livro luz
A história não é muito diferente de tantas outras que trazem como pano
de fundo o sofrimento...
Não importa o país, ou a língua que se fale, os sentimentos têm uma
linguagem única.
Era inverno e a noite caía rápida e fria...
Aquele homem desesperado caminhava triste e só...
No peito, a dor da separação, promovida pela morte da esposa querida,
dilacerava-lhe as fibras mais sutis dos sentimentos...
A prova amarga do adeus vencera-o. E ele, que sonhava com a felicidade
de um matrimônio feliz e com um futuro adornado pela presença dos filhos, não
passava agora de trapo humano e solitário.
As noites de insônia e os dias de angústia minaram-lhe as forças.
Faltava ao trabalho e o chefe, reto e ríspido, o ameaçava despedir.
A vida para ele não tinha mais sentido. Para que teimar em ficar vivo?
- Pensava.
Sem confiança em Deus, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante
a fatalidade... Iria se suicidar.
Paris, a cidade luz, estava envolta no manto escuro da noite, e um vento
gelado açoitava sem piedade.
Seguiu, a passos lentos, pelas ruas desertas e se deteve um momento a
contemplar o rio Sena...
Talvez a correnteza o levasse dali e silenciasse, em suas águas escuras
e profundas, o seu pensamento aturdido...
Sim, essa seria a solução. - Pensou.
Dirigiu-se como um autômato até a ponte Marie, quase apagada pela forte
cerração e, ao apoiar a mão direita na murada para se atirar, sentiu que um
objeto molhado caiu aos seus pés.
Surpreendido, distinguiu um livro que o orvalho umedecera...
Tomou o volume nas mãos e caminhou, um tanto irritado, procurando a luz
quase apagada de um poste vizinho, e pôde ler no frontispício:
Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com
atenção e tenha bom proveito. Vinha
assinado por um homem.
Mesmo um pouco indeciso, resolveu ler aquela obra que, por certo, havia
salvo a vida de alguém que pretendera, como ele, pôr termo à própria vida.
Já nas primeiras páginas encontrou motivos para viver e lutar, suportar
com resignação e coragem os reveses da vida e refazer a esperança.
Leu o volume com dedicada atenção e resolveu presenteá-lo a quem lhe
havia propiciado aquele tesouro.
* * *
Era abril de 1860 e, numa manhã fria, como tantas outras na cidade de
Paris, o professor Rivail recebeu em sua residência uma certa encomenda
cuidadosamente embrulhada.
Abriu e encontrou uma carta singela com os seguintes dizeres:
Com a minha gratidão, remeto-lhe o
livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em
suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para
isso.
Em seguida, o autor da carta narrava a história acima.
Allan Kardec, pseudônimo do ilustre professor francês Hippolyte Léon
Denizard Rivail, abriu a obra e leu em seu frontispício:
Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com
atenção e tenha bom proveito.
E, logo após a primeira assinatura de A. Laurent, dizia:
Salvou-me também. Deus abençoe as almas
que cooperaram em sua publicação.
Assinado: Joseph
Perrier.
Kardec, aconchegando o livro ao peito, entendeu a sublime missão que lhe
cabia como Codificador da Doutrina Espírita, mensageira de consolo e esperança
para a Humanidade sofrida.
Essa obra que conseguiu, com suas páginas de luz, deter aqueles dois
homens às portas do suicídio, foi lançada em Paris, no dia 18 de abril de 1857,
e intitula-se O
livro dos Espíritos.
Redação
do Momento Espírita, com base no cap. 52,
do livro O Espírito da Verdade, por Autores diversos, psicografia
de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. FEB.
Em 1.7.2013.
do livro O Espírito da Verdade, por Autores diversos, psicografia
de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. FEB.
Em 1.7.2013.
Considerações excelentes , Filomena! Parabéns! O Blog está muito bom , muito esclarecedor .E... SALVE KARDEC !
ResponderExcluirIsso nos estimula, de forma racional e consciente, a buscarmos uma melhoria moral, continua e permanente lembrando que, nosso futuro depende das nossas ações no presente.